Digi-evolução
  
Se tem uma coisa que eu detesto, são mensagens prontas, despersonalizadas. Seja piada, corrente, propaganda, mensagens chatérrimas em PowerPoint (daquelas que ficam tentando te arrancar lagrimas, em vão, claro!). Sempre defendi que um “Oi tudo bem?” vale mais do que mil retransmissões.
É claro que o orkut não ficou de fora dessa praga e foi contaminado com “ursinhos” (feitos com caracteres dos teclados), “florzinhas” (feitas com caracteres dos teclados), “foguetinhos” (que original: feitos com caracteres de teclados), e tantos outros “inhos” arrrrrg!!! Eu até cheguei a fazer uma comunidade do tipo “eu odeio mensagens...”, e para minha felicidade elas cessaram, pelo menos um pouco.
Porém, como informa a canção: “...tristeza não tem fim, felicidade sim” desde ontem notei que as detestáveis mensagens voltaram, e voltaram com todo gás, cheias de defeitos especiais, glitter, gif, flash, fotos, pisca-pisca, uma verdadeira “Digi-evolução” (para meu desespero).
Sei que as pessoas, cedo ou tarde, irão se cansar delas, mas até lá terei tanto trabalho para excluí-las entre meus scrap, não gosto nem de pensar. Lixo eletrônico é uma merda mesmo!!
Escrito por Rocco às 21h33
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O Menino que não roubava livros.

Sempre achei que a falta de leitura sistemática era um dos meus Calcanhares de Aquiles. Lembro até que cheguei a culpar minhas professoras das séries iniciais por não terem me obrigado a ler toda aquela “série vaga-lume” coisas do tipos “menino de asas”, “Tonico” ou “Éramos seis”. Eu até invejava as histórias que minha prima contava a cerca de suas interpretações a esses livros, mas na minha inquietude infanto-juvenil existiam outras preocupações, tais como a organização de campeonatos de futebol ou a necessidade de assistir trocentas vezes os seriados Jaspion ou Changemans, e isso terminava me afugentando dos livros.
Quanto, já no segundo grau, me senti obrigado a ler algumas obras da literatura brasileira como conseqüência das atividades de avaliação da disciplina de português, o fazia já meio que a contra-gosto, talvez pela pura falta do habito de obrigação da leitura, não obtido na infância. Não que eu acredite que a obrigação do ler me teria me levado ao prazer do ler, mas acho que de alguma forma teria me levado ao hábito, e o habito pode desencadiar o gostar, eu acho.
O fato é que tornei-me um adulto não acostumado com o encantamento da leitura, e até entrar na universidade, posso contar nos dedos os livros (de literatura) a que recorri de vontade própria. A inveja que sentia de minha prima na infância veio à tona com o contato que tinha com colegas e amigos quando o papo nas rodas era a literaturaa. Eu admirava (e ainda admiro) especialmente aqueles que devoram livros como se fossem shakes de ovomaltine de 700ml do Bob´s, engolindo as palavras e fazendo aquela cara de satisfação.
É difícil admitir que se leu pouco.. eu li pouco, muito pouco, mas nos últimos tempos tenho sentido uma necessidade e muita vontade de ler, e ler as mais variadas literaturas (serão esses os primeiros sintomas da terceira decada?). Uma necessidade de por em dia o atraso de anos e anos longes das paginas, longe das tramas, longe da sensibilidade, emoção e da gargalhada solta no meio do nada diante de um parágrafo cômico.
Sensação de estar “lendo um filme” é isso que sinto ao devorar um livro, e tenho descoberto o quanto essa atividade ocupa um espaço até então não preenchido na minha vida, e que eu não compreendia de onde vinha o que representava essa ausência.
Agora que eu não sou mais um abstêmio literário, tenho me concentrado nas mais variadas leituras, sem preconceito, desde as mais despretensiosas e cheia de arroubos juvenis, até coisas mais densas e sarcásticas comédias da vida. Sinto que estou mais feliz por isso, e aos poucos vou preenchendo os espaços vazios na biblioteca da minha cabeça.
Escrito por Rocco às 17h05
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Coisas da Internet: Game divertido
Lembra daquela musiquinha? Aquela daquele seriado que você adorava? Pois é, encontrei no site do UOL uma game cujo o desafio é descobrir a qual programa pertence uma determinada trilha (by link). Acredite é divertido. Eu consegui 73%, Lestat 55% (que vergonha!!) e Longas nos humilhou com os seus 88%. Estou ansioso para ver o resultado de Sano Sagara, pois ele é expert em trilhas, enfim uma viagem no tempo em que todos acreditavam que doce, doce, doce a vida era um doce!!! http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/fptv.shtml
Coisas da TV: Nossa como Leona ta velha!!
Sábado passado fiquei de molho em casa e acabei assistindo ao show do Criança Lambança, com o seu festival de erros não comuns ao “padrão globo de qualidade”. O que mais me impressionou foi o visual de Susana Vieira, assim que a vi logo pensei “nossa como Leona ta velha” hahahaha.
Coisas do Cinema: Primo Basílio
Eu sou um defensor do cinema nacional, acho que temos boas produções, e fico feliz sempre que surge um filme que não faz a linha mundo cão glamourizado (vide Cidade de Deus, Carandiru, etc.). O Primo Basílio é uma obra prima da literatura mundial, mas infelizmente o teor de sua obra, na concepção de seus produtores, mostraria-se insuficiente para atrair a atenção do grande público, de tal forma que o tema sexo passou a primeiro plano e é amplamente explorado para arrastar as pessoas ao cinema (todos querem ver Gianni sem tapa sexo ou a performance caliente de Fabio Assunção... ah, alguém por acaso lembra de Mel, digo, Débora Falabela??)
Escrito por Rocco às 13h36
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Quem toca tua alma?

Desde que ouvi pela primeira vez o cd “Sim”, novo trabalho de Vanessa da Mata, que venho sentido vontade de escrever sobre ela.
Se os dois álbuns anteriores já eram bons, acho que ela foi ainda mais feliz neste seu novo trabalho consolidando uma carreira séria, comprometida com suas raízes, suas cresças e mesmo sem abrir mão de tudo isso consegue ser comercial.
Vanessa é uma privilegiada.. canta, escreve, é de uma criatividade plural mas ao mesmo tempo única, de difícil classificação pois revela faces autorais que passeiam pela comedia, dissimulação, fragilidade, força que nunca seca, fragilidade, pureza, sagacidade, simplicidade sem ser comum e com inteligência acima da média.
A interprete também mostra amadurecimento em sua voz, nas vibrações, notas e timbres. Ela não pratica o exibicionismo vocal e nem precisa pois o conjunto da obra é muito maior que isso, e ela sabe utilizar muito bem sua voz suave e segura que até lembra em alguns momentos Marisa Monte ou Elis, mas só em breves momentos.
Não se pode deixar de mencionar que o seu novo CD é permeado por diversas influências musicais que vão do reggae à mpb, ao pop, passeia por boleros e carimbos que te transportam para lugares que você sequer conhece.. eu fiz minha transmutação ouvindo a faixa Pirraça (me senti num final de tarde de uma casa de pescadores na Ilha de Marajó).
Ouça o CD “Sim” e depois me conte para onde sua alma foi transportada, acredite, vale à pena Sim!!
Escrito por Rocco às 23h58
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Que Raiva!!

Roubaram o som do meu carro e em plena garagem.. to puto da vida, que vacilo!!
O cara entrou na garagem, deve ter feito papai-do-ceu-mandou-dizer-para-escolher-esse-daqui-mas-como-sou-teimoso-escolho-esse-daqui e no final sobrou pra mim. Eu nunca tinha me preocupado com isso antes, tanto que nunca colocava alarme, nem levava aquela capinha do som para casa, muito foda isso, filho da puta!!!
Claro que fiz questão de engrossar as estatísticas (já elevadas) da polícia e fui lá registrar o ocorrido, mas a putinha da escrivã me deu o maior chá de cadeira para fazer o tal boletim de ocorrência... a piranha ficou de bate-papo com outro policial quase 20 minutos, e eu ali plantado como um poste esperava que ela se dignasse a fazer o serviço para o qual foi contratada, insolente!!.
Me disseram que eu tenho que me acostumar pois são "os sintomas das grandes cidades". Então quer dizer que gente trabalhar como um condenado, rala mais que um camelo para conseguir aquele dinheiro suado, pra comprar nossas coisinhas que são detonadas em minutos, por um filho de puta desses em busca de sua maconhina dele de cada dia... ô baseado que me saiu caro^!
Escrito por Rocco às 10h24
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No Speed

E lá se foram as férias, muito bem aproveitadas... deu para matar a saudade da galera toda, de lugares, paisagens e cheiros que só a Bahia tem, e ainda voltei com o meu balaio cheio de coisas.
Agora me sinto com as pilhas recarregadas para a batalha do segundo semestre de um ano que anda tão apressado e louco (logo, logo chega o Natal). Minha meta é aproveitar direito um monte de coisas boas que estão a nossa volta, como um carinho, um cheiro no cangote, abraços apertados ou uma lua imensa surgindo no meio da movimentada avenida, sem contar o vai e vem das ondas (hor concur)
Quero sim, aproveitar mais e me estressar menos.. aliás é o meu lema para este semestre é “pra que estresse? o importante é beijar na boca e ser feliz”.
Acho que já entrei num bom speed e tô operando com uma energia em freqüência altíssima.. cheio de gás, ninguém me segura.
Escrito por Rocco às 16h13
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