Ó Paí Ó!!

 

Os Baianos têm a fama de serem um povo extremamente bairrista, algo que, aliás, reflete a pura verdade. Realmente somos muiiiiito bairrista, e não nos incomodamos com isso.

O meu bairrismo, entretanto, não me impende de achar que o filme Ó Pai Ó, de Monique Gardenberg (Jenipapo e Benjamim)  fica longe de ser um daqueles filmes que marcam época no cinema nacional, entretanto esse mesmo bairrismo me obriga a reconhecer, e me reconhecer, enquanto povo baiano na tela, com todas as suas delicias e dores.

No filme desfilam os mais variados tipos e caricaturas baianas, como o taxista abeteiro, a traveca fecha beco, os moleques virados no cão, a baiana do acarajé de língua grande, a mãe-de-santo charlatã, a evangélica xiita de fogo contido, a puta que não deu certo na europa,  a enfermeira com vocação para irmã Dulce, a piriguete ligth, o traficante otário (delete Wagner Moura do filme, plis!), e o malandro (no bom sentido) de coração bom. Ah, já ia esquecendo da tia sapatão da piriguete, (vamos combinar que Neuzão merecia uma parágrafo só para ela).

A Salvador retratada em O Paí Ò é uma cidade carnaval e pelourinho (e só!), com imagens escuras de becos e ruas do velho bairro em contraponto à alegre trilha sonora de samba reggae, tambores, batidas afros, axé e... Calipso (?!) (licença poética hahaha).

Destaques para Emanuele Araújo (Piriguete), Lazaro Ramos, Dira Paes (sempre ótima), Tânia Toco (Neuzão) e Luciana Souza (a evangélica).. ah, e claro Virginia Rodrigues como Beyoncé (o-te-ma!!).

Apesar das limitações, O Paí Ó vale à pena, até por quebrar o tom monocromático que se instalou no cinema nacional nos últimos tempos... só me faça um favor: depois que assistir me conte se o filme é uma comédia, um drama ou um musical, pois ainda não consegui definir, ó paí ó!!



Escrito por Rocco às 14h22
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Casa cheia na semana santa...

                                   

 

Ufa, passou um furacão pela minha casa nesta semana santa (que passou), um furacão dos bons é verdade, daqueles que não causam estragos nem prejuízos, apenas sopra seus ventos para diminuir o sentimento de saudade.

 

O furação família, que traz no pacote muito bate papo, abraços, beijos e mais abraços e outros beijos, momentos ternura, momentos emoção, momentos gargalhadas... família é sempre família, e quando moramos distante dela é que sentimos mais a sua falta e percebemos sua importância.

 

Agora é hora de arrumar a bagunça deixada, voltar à rotina normal, pois foi totalmente necessário desconectar-me da vida cotidiana para embarcar na viagem do furacão.

 

 Acho que já estou pronto para... ter saudades novamente!!



Escrito por Rocco às 20h33
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